Fatores de coagulação relacionados às trombofilias

Áreas médicas: Genética, Ginecologia, Hematologia

Detecção das principais mutações relacionadas às trombofilias

A trombofilia é uma alteração na hemostasia que leva à tendência, hereditária ou adquirida, a fenômenos trombóticos venosos ou arteriais. Ela se caracteriza por alterações na cascata de coagulação que resultam em maior risco para trombose, abortos recorrentes e para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

As trombofilias hereditárias, em sua maioria, decorrem de alterações ligadas aos inibidores fisiológicos da coagulação (PAI-1) e de mutações que afetam os fatores da coagulação, como o Fator II e o Fator V de Leiden. As interações entre as mutações genéticas e outros fatores de risco, como o tabagismo, álcool, dieta e stress resultam na expressão da trombofilia adquirida.

A trombofilia adquirida pode ocorrer devido ao uso de anticoncepcionais orais, heparina, medicamentos e carência nutricional. Esses fatores estão relacionados à redução da atividade da enzima MTHFR, devido a isso, há o aumento dos níveis plasmáticos de homocisteína. A elevação da homocisteína está associada com ataque cardíaco, acidente vascular cerebral e formação de coágulos, além do possível desenvolvimento da doença de Alzheimer.

O sucesso gestacional também depende de uma adequada circulação uteroplacentária. Anormalidades nesta rede vascular estão relacionadas com restrições no crescimento intrauterino, pré-eclâmpsia e partos prematuros. O polimorfismo 4G/5G no gene do PAI-1 é um fator de risco independente para complicações na gravidez e a mutação A1298C do MTHFR é encontrada em casos de abortos recorrentes.

Diagnóstico Molecular

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Detecção dos principais fatores relacionados à trombofilia

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Diagnóstico genético

A detecção de mutações genéticas, deve ser feita em pacientes portadores de eventos tromboembólicos, para avaliação da presença de mutações. Em caso de resultado positivo, o diagnóstico genético deve ser realizado também em seus familiares, mesmo que esses ainda não apresentem sinais e sintomas, pois a maioria dos casos de trombofilias ocorrem de maneira assintomática.
Os testes de mutações genéticas devem ser aplicados em casos de ocorrência de:

  • Trombose venosa em idade inferior à 50 anos;
  • Trombose venosa em locais não usuais (ex: veias hepáticas, mesentéricas e cerebrais);
  • Trombose venosa recorrente;
  • Histórico de trombose venosa na família;
  • Trombose venosa em gestantes;
  • Infarto do miocárdio em mulheres fumantes com idade inferior à 50 anos;
  • Mulheres com histórico de abortos recorrentes, pré-eclâmpsia severa, ruptura placentária;
  • Mulheres em uso de contraceptivos orais.

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ORÇAMENTO

Fator II

Também chamado de protrombina, o Fator II é uma proteína sanguínea sintetizada no fígado, a qual na presença da vitamina K e ao final da cascata de coagulação, induz a transformação do fibrinogênio em fibrina, participante dos mecanismos de controle da coagulação. O gene responsável pelo Fator II está localizado no cromossomo 11 e sua mutação está associada diretamente ao aumento nos níveis de protrombina no sangue, aumentando o risco na formação de tromboses venosas.

Especificação Descrição
Alvo Mutação G20210A do Fator II
Metodologia/Tecnologia PCR em Tempo Real TaqMan®
Quantidade de Testes 96 testes
Amostras Sangue total
Modelo XG-FII-MB
Registro ANVISA 80502070031

Fator V de Leiden

O Fator V de Leiden é uma mutação na posição 1691 no gene do Fator V. Essa mutação resulta no fenótipo chamado resistência à proteína C ativada e é observada em 20% a 40% dos pacientes com trombose. Os portadores heterozigotos que apresentam essa mutação tem risco de desenvolver trombose de 5 a 10 vezes mais do que pessoas sem a mutação. Os portadores homozigotos, por sua vez, possuem risco aumentado de 50 a 100 vezes, quando comparados com não portadores do Fator V de Leiden.

Especificação Descrição
Alvo Mutação de Leiden (G1691A)
Metodologia/Tecnologia PCR em Tempo Real TaqMan®
Quantidade de Testes 96 testes
Amostras Sangue total
Modelo XG-FV-MB
Registro ANVISA 80502070032

MTHFR C677T

O MTHFR é uma enzima-chave para certos processos biológicos, dentre eles a conversão de homocisteína em metionina. Mutações em genes que codificam essa enzima provocam redução significativa da atividade da mesma, causando a hiper-homocisteinemia. Essa condição está relacionada a risco elevado para doenças cardiovasculares e maus resultados gestacionais. O genótipo homozigoto para o polimorfismo C677T está associado ao aumento de 25% da concentração plasmática da homocisteína, que pode gerar alterações genéticas em fetos e tromboembolismo.

Especificação Descrição
Alvo Mutação C677T do MTHFR
Metodologia/Tecnologia PCR em Tempo Real TaqMan®
Quantidade de Testes 96 testes
Amostras Sangue total
Modelo XG-C677T-MB
Registro ANVISA 80502070026

MTHFR A1298C

Outra mutação pontual conhecida para o gene que codifica a enzima MTHFR é a substituição de base nitrogenada no nucleotídeo 1298 (polimorfismo A1298C). Essa mutação, assim como o polimorfismo C677T, resulta em níveis elevados de homocisteína. O genótipo homozigoto para o polimorfismo A1298C também é considerado patogênico, pois aumenta consideravelmente os riscos para eventos trombóticos e abortos de repetição. Indivíduos heterozigotos para os dois polimorfismos (C677T e A1298C) também apresentam alto risco para eventos vasculares.

Especificação Descrição
Alvo Mutação A1298C do MTHFR
Metodologia/Tecnologia PCR em Tempo Real TaqMan®
Quantidade de Testes 96 testes
Amostras Sangue total
Modelo XG-A1298C-MB
Registro ANVISA 80502070028

PAI-1 

O Inibidor do ativador do plasminogênio tipo 1 (PAI-1) é uma proteína secretada em resposta as reações inflamatórias que participa da hemostasia através da sua atividade regulatória sobre o processo da fibrinólise. O PAI-1 é responsável pela inibição do ativador do plasminogênio tecidual (t-PA) e da uroquinase (u-PA), inibindo assim a clivagem de plasminogênio em plasmina de modo a impedir a dissolução do coágulo.

Existe um polimorfismo na região promotora do gene do PAI-1 conhecido como 4G/5G. O alelo 4G está associado a uma expressão gênica aumentada, refletindo em maiores concentrações de PAI-1 circulante, enquanto a presença do alelo 5G resulta em níveis mais baixos de PAI-1. Indivíduos portadores do alelo 4G em homozigose possuem maiores chances de apresentarem eventos tromboembolíticos e doenças cardiovasculares.

Especificação Descrição
Alvo Mutação 4G/5G do PAI-1
Metodologia/Tecnologia PCR em Tempo Real TaqMan®
Quantidade de Testes 96 testes
Amostras Sangue total
Modelo XG-PAI1-MB
Registro ANVISA 80502070055