Produtos Quem Somos

O impacto do diagnóstico molecular no sucesso da imunoterapia

A imunoterapia é um tratamento fundamental para pacientes que lutam contra o câncer. Com foco na recuperação da capacidade do sistema imunológico, ela tem apresentado resultados impressionantes para diversos tipos de quadro.

Apesar de muita gente acreditar que ela se trata de uma descoberta médica relativamente recente, com apenas algumas décadas de existência, registros apontam que ela é bem mais antiga do que muitos imaginam. 

De acordo com registros históricos, o uso da imunoterapia sensu lato remota do século III AC, no período da dinastia Qin da China. Séculos depois, a prática também passou a ser relatada no Império Otomano.

Mas as primeiras tentativas de compreensão do sistema imunológico para o tratamento de pacientes oncológicos foram atribuídas aos médicos alemães Fehleisen e Busch. Foram eles que perceberam uma regressão tumoral significativa após uma infecção cutânea.

Porém, os principais avanços ocorreram depois, com William Bradley Coley, conhecido hoje como o Pai da Imunoterapia. Em 1891, ele tentou controlar o sistema imunológico, de modo a auxiliar no tratamento do câncer ósseo.

Foi por volta de 1945 que o interesse pela imunoterapia explodiu, desencadeando grandes avanços na área, como a descoberta do interferon.  De lá para cá essa alternativa só tem crescido, e atualmente, no Exterior, ela já é utilizada para o tratamento de mais de 20 tipos de câncer[1].

O papel do diagnostico molecular na imunoterapia

Dentro do contexto dessa abordagem, o diagnóstico molecular desempenha papel fundamental. É por meio dele que é possível identificar biomarcadores e mutações específicas em cada paciente, de modo que um protocolo personalizado seja criado.

Dentre os principais biomarcadores analisados para auxiliar nessa personalização estão:  

  • PD-L1: sua superexpressão está associada à eficácia de inibidores de checkpoint imunológico[2].
  • MSI-H: associada a uma maior mutagenicidade tumoral e melhor resposta à imunoterapia.[3]
  • TMB: mede a quantidade de mutações por megabase de DNA, auxiliando na previsão da resposta imunológica.[4]
  • Mutação em genes como EGFR, BRAF, ALK, KRAS: influenciam na escolha e sucesso das terapias-alvo e imunoterapias combinadas.

Ao analisá-los, os especialistas identificam o tratamento mais adequado e evitam terapias ineficazes. Dessa forma, o paciente não sofre com efeitos colaterais de abordagens que não trariam benefícios ao seu quadro.

No contexto da imunoterapia oncológica, o diagnóstico molecular também exerce o papel de monitoramento. Ele permite acompanhar a resposta do paciente ao longo do tratamento e ajustar protocolos para garantir mais resultados, agilidade e precisão nas condutas clínicas.

Além disso, a análise desses marcadores gera dados valiosos que fortalecem pesquisas e contribuem para a vigilância oncológica.

Tudo isso contribuiu para um cenário onde doenças autoimunes, como o câncer, caminham para um cenário onde podem ser, se não tratadas, pelo menos controladas, garantindo mais qualidade de vida e bem-estar para os pacientes.

A Diatech Pharmacogenetics conta com uma a linha baseada em técnica de PCR em Tempo Real, que fazem a detectação de biomarcadores oncológicos que são relevantes para tumores sólidos e oncohematológicos.

A Linha EasyPGX® é uma solução baseada em RT-qPCR, com um portfólio abrangente de ensaios para oncologia molecular, que visa fornecer resultados oportunos e clinicamente relevantes dos biomarcadores, sendo crucial para apoiar os médicos no processo de tomada de decisão clínica.

Com um tempo de processamento inferior a 3 horas, permite mais agilidade para a personalização de tratamentos.

Diagnóstico molecular e imunoterapia para além da oncologia

A imunoterapia, embora fortemente associada ao tratamento de câncer, já demonstra benefícios em outras áreas da medicina, como doenças autoimunes, infecciosas e inflamatórias crônicas.

Por exemplo, em casos de infecções virais, o diagnóstico molecular avalia a carga viral e identifica mutações de resistência, o que permite indicar quando as terapias imunológicas são mais adequadas.

Além disso, pesquisadores passaram a testar a imunoterapia contra a COVID-19. Em 2020, a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) iniciou estudos que isolaram anticorpos naturais produzidos pelo organismo humano para utilizá-los no combate à doença.

Outro campo relevante é o das alergias. Nesse contexto, a imunoterapia busca conduzir o sistema imune a um estado de tolerância a determinados alérgenos, o que reduz a necessidade de uso contínuo de fármacos.

Dessa forma, com os avanços da medicina personalizada, o diagnóstico molecular e a imunoterapia ampliam cada vez mais suas aplicações e se consolidam como pilares no tratamento de doenças complexas e de difícil controle.


[1] Immunotherapy: Pushing the Frontier of Cancer Medicine | AACR Cancer Progress Report

Imunoterapia é a nova arma contra o câncer, mas drogas custam R$ 90 mil

Tudo sobre imunoterapia | A.C.Camargo Cancer Center

Imunoterapia vs Quimioterapia: Taxas de Sucesso, Efeitos Colaterais, Custos Comparados – OncoDaily

Com as garras no câncer: os avanços da imunoterapia contra tumores | Veja Saúde

A intrigante história da imunoterapia contra o câncer – PMC

Principais conclusões da maior conferência mundial sobre câncer em Chicago | Câncer | O guardião

[2] Predictive effect of PD-L1 expression for immune checkpoint inhibitor (PD-1/PD-L1 inhibitors) treatment for non-small cell lung cancer: A meta-analysis – PubMed

[3] Papel e benefícios da imunoterapia CCR-MSI-H – MSD Brasil

[4] Tumor mutational burden as a predictive biomarker for checkpoint inhibitor immunotherapy – PubMed

[5] Pesquisa testa imunoterapia no tratamento da COVID-19 — CAPES